Quatro péssimas notícias recentes relacionadas ao álcool

08/05/2014

BeerPor ser liberado, o álcool é a “droga” mais utilizada do mundo. Até por isso, todas as notícias que envolvem essa substância amada por uns e odiada por outros chama muita atenção. Até mesmo quando sua anunciada fórmula em pó – que será lançada nos EUA – fica ameaçada. No Quênia, um lote de cervejas adulteradas levou 60 pessoas à morte. No campo da ciência, dois estudos dividiram opiniões. O primeiro, relata que os efeitos do álcool após uma “noitada” pode fazer as pessoas ganharem quase um quilo por semana; já o segundo, relacionou músicas que falam de bebidas ao consumo excessivo por parte dos mais jovens.

1 – Álcool em pó provoca polêmica antes mesmo de ser vendido nos EUA
O produto de álcool em pó – mais conhecido como “Palcohol” – foi aprovado nos Estados Unidos, mas pode enfrentar problemas para chegar às prateleiras de lojas e supermercados. A agência federal que aprovou a substância agora diz que a medida foi equivocada. A “Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau” emitiu aprovação para sete tipos diferentes de “Palcohol” no final de abril. Mas elas foram emitidas para rótulos, e não para o produto em si. O “Palcohol”, fabricado pela empresa Lipsmark, do Arizona, vem em envelopes que equivalem a um “shot” (dose) de bebida, com seis sabores diferentes, segundo a página online da empresa. Os eventuais consumidores só precisam misturar o pó num copo d’água para obter uma dose de rum ou vodca, por exemplo.

2 – Cerveja caseira mata 60 no Quênia
Ao menos 60 pessoas morreram esta semana no Quênia após beberem cerveja caseira adulterada, segundo informações da polícia do país e da mídia local. Além disso, dezenas de quenianos foram hospitalizados e vários ficaram cegos. Autoridades locai apontaram que é provável que as vítimas tenham ingerido bebidas do mesmo lote, contendo metanol – um álcool tóxico adicionado à mistura para dar maior sensação de embriaguez. O consumo de cerveja caseira no Quênia é comum nos locais onde a população vive abaixo da linha da pobreza e não pode comprar bebidas. Ocasionalmente, ocorrem mortes quando os comerciantes incluem metanol nas cervejas.

3 – Efeito rebote do álcool: um quilo a mais por semana
A inexplicável vontade de comer coisas gordurosas após uma noite de bebedeiras continua pela manhã e pode render quase um quilograma a mais por semana na balança. Essa foi a constatação de um novo estudo encomendado pela organização inglesa Slimming World. Além de fazer com que a pessoa perca o autocontrole na relação com a comida, cerca de três grandes copos de vinho ou quatro litros de cerveja são suficientes para fazer com que o dia seguinte seja de puro sedentarismo. O consumo extra de 6.300 calorias nas 24 horas após a bebedeira foi dividido. Durante a noite, só em comida, os pesquisados consumiram, em média, 2.829 calorias extras e mais 1.476 calorias em bebidas. Na manhã do dia seguinte, mais comidas gordas no cardápio, e 2.051 calorias extras consumidas. Pela conta do YouGov – empresa de pesquisa do Reino Unido responsável pelo estudo -, as calorias extras podem representar 900g a mais por semana na balança.

4- Músicas que mencionam bebidas estimulam consumo de álcool por jovens
O consumo excessivo de álcool por adolescentes e jovens adultos está fortemente associado com referências a bebidas em músicas, segundo um estudo conduzido pela Universidade de Pittsburgh. O trabalho, baseado em uma pesquisa com 2.541 pessoas com idades entre 15 e 23 anos, afirma que um adolescente comum é exposto anualmente a cerca de 3 mil referências a bebidas alcoólicas enquanto ouvem música. Segundo o estudo, As referências a bebidas podem servir como propaganda, mesmo quando não são pagas pelo mercado. Dos participantes da pesquisa, 1.488 (59%) afirmaram que beberam, de uma vez só, uma grande quantidade de álcool, equivalente a 300 ml de cerveja, 100 ml de vinho ou 37,5 ml de uma bebida destilada. Desse grupo, 18% disseram que se embriagam pelo menos uma vez por mês, e 37% relataram já ter problemas, como lesões, devido ao álcool.

Fonte: O Globo

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