‘Uma pessoa só não dá conta’, diz psiquiatra sobre cuidadores de idosos

idosos2Quando uma pessoa fica totalmente dependente de cuidados, por causa de um acidente ou doença, a rotina da família muda bastante. E alguém tem que assumir o papel de “anjo da guarda”. O problema é que, normalmente, essa missão não é compartilhada.

Segundo a chefe do setor psiquiatria da Santa Casa do Rio, doutora Fátima Vasconcellos, estas situações devem ser encaradas como um problema da família. “Não é como cobrança, mas como compartilhamento. É necessário que as pessoas conversem”. Ela destacou que o cuidador precisa se preservar, procurar relaxar e ter um espaço para descansar. “Isso é fundamental, para que ele possa continuar cuidando”.

Fátima Vasconcellos disse ainda que é preciso haver uma compreensão dos familiares de que os cuidadores são humanos. “É comum o cuidador ter sentimento de raiva, de impotência, de depressão e de exaustão”.

Para a psiquiatra do Hospital das Clínicas/SP, Dorli Kamkhagi, os limites são muito importantes. “Muitas vezes por culpa ou por ansiedade, a pessoa que cuida acha que tem que fazer tudo e não consegue, chegando a adoecer e até a morrer”. Dorli ressaltou que é preciso um trabalho psicológico e emocional. “Uma pessoa só não dá conta”, completou.

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